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Maria Julia Walter 19.05.2010
http://www.consultoriaambiente.com.br Nesta semana, o escritor José Godoy, da CBN, falou sobre uma matéria do “New York Times” que "refletia sobre o que acontecerá – ou o que está acontecendo – com as capas de livro, com a explosão do livro eletrônico." Comentava ele que "neste cenário, o velho hábito de observar o que os outros estão lendo vai desaparecendo, sendo substituído pela relação com as telas eletrônicas." Godoy finalizava com a sua torcida por continuar a ver aquelas figuras impares lendo livros de Kafka no Metrô.Dá o que pensar. E acrescento mais uma leitura sobre esta reflexão. Não estou certa de que o hábito das pessoas irá mudar por completo. Continuaremos curiosos e ansiosos por evoluir ou, se preferirem alguns, continuaremos a querer "saber das coisas". O que parece estar mudando é a forma como estaremos observando o movimento dos outros ao nosso redor. Por uma tela, uma linha de discussão numa rede social ou vendo TV e comendo pipoca. Mas não se enganem ... sempre teremos a chance de perguntar a um velho amigo sobre o livro que está morando na sua mesa de cabeceira ou – para nosso alívio de ainda cultivar “bons hábitos” - estaremos à espreita de mais um bom título para ler ... espiando sorrateiramente o passageiro ao lado.
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Rio de Janeiro Botafoguenses...ah esses seres apaixonados! 23 de julho de 2009 Botafogo. Botafoguense. Você nasce assim. Acredite! Você torce por um time ou outro por opção, e torce por mais outro porque muitos são ... mas Botafoguense ... ah, isso não! Você não escolhe o Botafogo, o Botafogo é quem lhe escolhe. Esta figura do meu imaginário seleciona a dedo, minuciosamente, aqueles indivíduos que farão jus à fama do time. É um jeito de ser tão especial que não podem ser confundidos com nenhum outro jeito. São supersticiosos e apaixonados. Perseverantes e incansáveis. E acima de tudo: têm fé! Prova disso é que outro dia encontrei o Alessandro, lateral do Botafogo, em um estacionamento. Eu parecia uma criança de tão feliz. Ele, um pouco atordoado comigo, me ouviu dizer tudo o que eu queria, por todas as partidas que assisti nestes anos. "Alessandro, você não imagina o quanto sou apaixonada pelo seu futebol... Você é raçudo, incansável... sua defesa, seus passes, sua garra ... isso é maravilhoso, cara!" Eu precisava mostrar a admiração e o respeito que tenho por esse jogador. E ele agradecia, meio tímido, em meio aquele turbilhão de coisas ditas por uma fã que foi pega de surpresa. Sim, porque eu é que fui pega de surpresa. Como eu saberia que em um dia tão comum eu veria um ídolo? O meu ídolo para o qual sempre grito das arquibancadas! Ele autografou minha bandeira (que não sai nunca do porta-luvas do carro) e tirou foto comigo. Meu filho disse para ele: Cara, faz um favor, quando terminar o próximo jogo, olha para a arquibancada e joga uma camisa para ela, suada mesmo... por favor! O Alessandro não sabia, mas, meu filho, que me acompanhava aos jogos do Botafogo, era torcedor de outro time (mães não são perfeitas, não é mesmo?). E era ele que tinha que ficar me esperando gritar por uma camisa, no meio de torcedores e policiais e loucos e tudo o mais. O Alessandro disse que iria prestar mais atenção. Foi uma promessa. Se a camisa suada virá para as minhas mãos, não sei... mas, sei que deixei registrado todos os valores que vejo na atuação deste jogador e que, na realidade, também são meus valores. Que bom que o futebol ainda é arte e paixão, dentro e fora do campo. mariajulia.walter@consultoriaambiente.com.br
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