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por Maria Julia Walter
Dia 05 de abril de 2010, começava no Rio de Janeiro uma chuva que se seguiu por mais de 20 horas. Choveu o que não chovia há 44 anos.
Em toda a cidade o caos se instalou. Nem ônibus, nem táxis. Árvores caídas, desabamentos, fios elétricos soltos, lixo, soterramentos... e lágrimas, muitas lágrimas.
Na TV, o apelo sério do prefeito da cidade pedindo para que a população permanecesse em casa. Nem todos conseguem imaginar o quanto esta decisão foi importante para facilitar o trabalho de policiais, ambulâncias, bombeiros, defesa civil e todos que estavam dispostos a auxiliar nesta situação de emergência.
Esta decisão, este apelo, foi decisivo para que uma catástrofe maior não atingisse o Rio de Janeiro. Aqui vai meu ponto de vista.
Agora, resta tirar algum aprendizado sobre tudo o que a população passou porque este alerta que veio do céu virá novamente, é próprio da natureza. E serão tantas vezes até que estejamos preparados para lidar um pouco melhor com estas forças e seus impactos.
Assim, é fundamental ter em mãos e a postos um plano de crise e de emergência. É necessário investir em um sério planejamento urbano, sustentável no longo prazo. É preciso conscientizar a população sobre as áreas de risco e de fato controlar a ocupação ilegal. Continuar a educar os cidadãos, trabalhando sensivelmente para diminuir os maus hábitos do desperdício e incentivar a cooperação e a responsabilidade cidadã. Que venham os investimentos em infraestrutura, transportes, saneamento e moradia. Os alertas já foram dados.
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